Chris Colombus volta a se aventurar na fantasia. Depois de tomar a frente dos dois primeiros filmes do bruxo mais famoso da atualidade, o diretor resolve dar uma passadinha na mitologia grega e tentar, com ela, mais uma trilogia fantástica de sucesso. Se não fosse esse o objetivo, a adaptação nem teria sido feita.
O longa é uma adaptação do livro "Percy Jackson e os Olimpianos", onde a primeira aventura é justamente esse "Ladrão de Raios". O garoto (Logan Lerman) descobre ser um semideus, filho do deus dos mares, Poseidon, e é o principal suspeito de ter roubado o cobiçado Raio de Zeus. Perseguido, perde a sua mãe, que acabou sendo capturada por um minotauro servo de Hades. Percy, então, decide ir atrás dela no submundo (inferno) e tentar provar que ele não está de posse do misterioso Raio.
Cheio de incríveis efeitos especiais, o filme tem algumas pequenas falhas de roteiro, mas nada comprometedor. Sem dúvida, este novo trabalho de Colombus é superior aos que ele dirigiu na série Harry Potter, que eram demasiadamente episódicos.
Colombus usou bem tudo aquilo com que já trabalhou: a linguagem para um público específico (adolescentes), qualidade na direção de arte e efeitos especiais e melhorou o que outrora havia deixado a desejar nos seus trabalhos: "Percy Jackson" (Percy Jackson & The Olimpians: The Lightning Thief, EUA, 2010) é um filme que funciona bem.
Talvez as maiores falhas do longa sejam mesmo culpa da história original; não posso afirmar com propriedade porque não li os livros, mas começo, então, falando de duas coisas que mais me chamaram a atenção.
O Percy do filme é ligeiramente mais velho que do livro (pelo menos aparentemente, pois aquele ator nunca que tem cara de alguém com 12 anos) e as danças (lutas) são um tanto forçadas e nada naturais. A cena da bandeira é, no mínimo, tosca: se a missão era pegar a bandeira, e a equipe que o fizesse por primeiro ganhava, porque aquele monte de gente que estava ao redor da briga de Percy com a filha de Athenas não se ocupou em fazê-lo? Ao fim da luta, ficaram olhando o protagonista ir até a bandeira e pegá-la calmamente, sem fazer nada. Sinceramente, não consegui digerir essa cena. Mas isso deve ser um dos erros do original, talvez.
Uma história da mitologia grega se passar na atualidade não é inadmissível. Mas se passar nos Estados Unidos, é sim. O Olimpo fica no Empire State, a entrada para o inferno, atrás das placas de Hollywood e, apesar de todas as referências divinas serem em grego, os deuses falam inglês.
Não acho, como muitos dizem, que o erro maior do filme seja a redução da história a conflitos de pai ausente e filho carente. O erro ali foi o filme ser feito. Se o original contém todas essas tosquices que o longa demonstra, não é uma história digna de ir para as telonas. Mas já que foi, não dá de negar, é um interessante filme pipoca, somente se você conseguir engolir os desaforos. Eu, felizmente, suportei. Ao menos os efeitos especiais são bons e o protagonista é mais expressivo que o Robert Pattison.

Eu, sinceramente, esperava menos desse filme, mas mesmo assim achei ele bem ruinzinho. Prefiro ver o filme do Pelé.
ResponderExcluirPor isto que gosto deste blog, ele é
ResponderExcluirpreciso nas dicas dos filmes. Valeu pela dica.
Abraços. Verônica Elias.
Olá, Juliano, vim agradecer sua visita e vejo você falando justamente do filme que estou com vontade de assistir. Sou vidrada nessas ficções. Que sorte tive de aparecer por aqui hoje. Devorei seus comentários e me animei mais para assistir o filme. Visite também meu outro blog (Fenixando), pois o atualizo com mais constância. Abração!
ResponderExcluirGnte quanta coisa nova pra mim Õ.o nunca que eu ia imaginar que tinha Mitologia grega no meio. Colocar pelo visto tá bem 'americanizado'.
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