quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Os filmes do ano (2009)

Como não podia deixar de ser, e pra cumprir um certo ritual de qualquer canal de comunicação, o Set Sétima não poderia deixar de fazer a sua lista com os melhores e os piores de 2009.
Claro que os critérios aqui ultilizados são absolutamente caseiros. Eu queria poder ter mais dinheiro pra assistir mais filmes e comentar mais e analisar mais e assim ter uma gama maior de possibilidades, com conhecimento mais abrangente da produção cinematográfica deste ano a fim de chegar a uma conclusão mais justa. Mas não é o caso.
Portanto, faço aqui uma lista com os melhores e piores em algumas categorias, conforme minha percepção, e levando em consideração os filmes que assisti, no cinema ou em DVD, lançados este ano no Brasil. Por este motivo, alguns dos já citados no Oscar do ano passado estão mencionados.
Logo depois da lista, sintam-se a vontade para concordar, discordar, me xingar ou elogiar. O espaço é de vocês.

Melhor filme: Gran Torino
Melhor diretor: Clint Eastewood (por Gran Torino)
Melhor ator: Clint Eastwood (por Gran Torino)











Melhor trilha sonora: A Troca
Melhor animação: Up - Altas Aventuras
Melhores efeitos especiais: Avatar
Melhores efeitos sonoros e som: 2012
Melhor figurino: A Troca
Melhor direção de arte: O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor maquiagem: O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor roteiro original: Foi Apenas Um Sonho
Melhor roteiro adaptado: O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor fotografia: A Troca
Melhor filme nacional: A Mulher Invisível



























Pior filme: Lua Nova
Piores efeitos especiais: Um Faz de Conta que Acontece
Pior filme nacional: Os Normais 2





Então é isso aí, galera! Boas festas de virada de ano, e que 2010 seja um ano cheio de muita fantasia, romace, ação, finais felizes e início de muitas histórias de sucesso e alegrias!
Tudo de bom pra todos nós, obrigado pelos meus poucos, mas queridos leitores, e nos vemos em 2010 com muito mais filmes!
Abração, galera!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Planeta 51

Planeta 51 (Planet 51, Espanha/Inglaterra, 2009) é um filme curioso. Concebido longe dos grandes estúdios de animação, o longa impressiona em vários sentidos.
O primeiro ponto positivo é a própria história: um terráqueo que vai realizar uma missão em outro planeta. Obviamente, lá quem é o alienígena é o astronauta americano e quem fica amendrotado com a invasão são os habitantes daquele lugar. Como em "ET", de Steven Spilberg, um grupo de jovens nativos ajuda a esconder o astronauta para que ele não seja preso pelas autoridades locais e consiga, com segurança, voltar à nave e retornar à Terra. Não há nenhuma genialidade nessa história, mas, por mais óbvia e interessante (ou não) que a ideia seja, ninguém ainda filmou algo desse tipo.
O segundo ponto positivo é a qualidade técnica da animação. Claro que não é nenhuma Pixar da vida, mas é muito superior ao que costumamos ver quando não é algum grande estudio de animação à frente do projeto.
Não se trata de um filme infantilizado, como "Mosconautas", por exemplo. Ele tem piadas fáceis e momentos que são dedicados unicamente aos pequenos, mas não deixa de criar situações divertidas até mesmo para os mais crescidinhos.
Não pode ser considerado um filme espetacular até porque não traz nenhuma complexidade e, apesar de não ser imbecil, não é um filme que faz pensar. É algo só pra sentar e curtir mesmo. Mas algumas coisas até poderiam ser diferentes: por que o astronauta é americano se o filme é uma produção conjunta de Inglaterra e Espanha?
Um ótimo filme para a família, sem compromisso nenhum, mas com boa dose de humor e criatividade que só uma boa animação pode proporcionar.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Lua Nova

O mais trágico de falar deste "Lua Nova" (New Moom, EUA, 2009) é não ter conhecimento dos livros. Eu não tive oportunidade nem vontade de ler nenhum deles. Por isso seria complicado eu questionar a adaptação. Mas a história - e isso é fato - é muito fraca.
Mais longo do que o necessário (os fãs dizem que os acontecimentos se passaram rapidamente demais, mas eu pergunto: que acontecimento?), "Lua Nova" não traz nenhum fato que justifique suas duas horas e dez minutos intermináveis de fita.
No novo episódio da série de Stephenie Meyer, Bella (Kristen Stewart) cai em profunda depressão depois do sumiço repentino do seu namorado-vampiro Edward Cullen (Robert Pattison). Pra aliviar a dor, a garota vai chorar as mágoas na companhia do lobisomem Jacob (Taylor Lautner), enquanto é perseguida pela vampira assassina Victoria (Rachelle Lefevre).
Com pouquíssimos acontecimentos relevantes para a série, o filme se sustenta somente pela absurda bilheteria paga por meninas adolescentes e meninos-emo que não sabem se comportar dentro de uma sala de cinema e, segundo testemunhos, pelo menos em todo o Brasil, gritam freneticamente a cada cena em que aparece um homem sem camisa. Aliás, isso não é difícil de acontecer, já que o filme parece mais um encarte de modelos do que um obra cinematográfica propriamente. Atores e atrizes que brigam pela pior atuação, e com comportamentos que nos deixam seriamente com a impressão de que o diretor Chris Weitz não está com vontade de fazer cinema, e a roteirista Melissa Rosemberg tem problemas sérios com construção de cenas.
O que dizer da cena que os dois lobos quase se matam, um deles quase ataca Bella e instantes depois pede desculpas com um sorriso inquietante, como se nada tivesse acontecido. E Bella acompanha o cara como se a companhia dele fosse a mais segura do mundo! Entre outras coisas ruins e questionáveis, claro.

Robert Pattison consegue ser o ator mais inexpressivo que eu já tive conhecimento na história do cinema. Seus olhares são sempre para o mesmo lado (cara de paisagem) e suas falas sempre com a mesma entonação. E a garota Kristen Stewart, não sei se por fazer muito bem ou muito mal a personagem, tem cara de barata tonta e não convence em sua atuação chata.
No fim das contas, fica claro o objetivo do filme: agradar as meninas e render dinheiro, que aliás, não é pouco.
Há quem diga que "Lua Nova" é melhor que seu antecessor, "Crepúsculo". Não acho. "Crepúsculo", apesar de ruim, ainda contava alguma história. Em "Lua Nova", pelo que me recordo, acontecem três coisas importantes (sim, somente três), com um final clichê e aberto para o próximo filme da série. Resta-nos clamar por paciência para aturar os próximos filmes, ou por uma melhora no resultado dos outros exemplares da saga.