segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Up - Altas Aventuras

É horrível você ir ao cinema cheio de espectativas. Se o filme não é um "Retorno do Rei" da vida, acabamos por esquecer dos momentos bons que ele tem. Graças à minha paciência, no entanto, já tô com a cabeça mais fresca pra ponderar bem os prós e os contras da nova produção da Pixar com a Disney. Sim, apesar de todo o estardalhaço que andam fazendo por aí, elogiando às multidões a nova animação do estúdio, ele tem seus defeitos.

"Up" conta a história de Carl Fredricksen (voz de Chico Anysio, excelente), um velho de 78 anos que recém perdeu sua esposa e que resolve embarcar numa aventura que sempre sonhara com ela, mas que as fatalidades da vida impediam: viajar para a América do Sul, no Paraíso das Cachoeiras, e lá viver. Ele, então, alça voo dentro da própria casa sustentada por balões e no meio da viagem descobre a presença inesperada do divertido e falante escoteiro-mirim Russel.
Entre os trunfos da história está o próprio roteiro: a construção dos personagens é belíssima, as imagens são impecáveis e os detalhes na animação da Pixar é, como sempre, um show à parte. As primeiras cenas que retratam de forma rápida a história do casamento de Carl são espetaculares; econômicas nas palavras, mas brilhantes no significado e na importância que as cenas têm na história e na vida do protagonista.

Apesar de menos divertido do que o comum para produções Disney/Pixar, os momentos de humor são refinados e não subestimam os espectadores menores. Isso, aliás, já é uma característica que eu senti em "Wall-E". Além, é claro, das aventuras citadas no título: as emoções da trama são pra divertir qualquer um. A dublagem nacional continua - para os desenhos - excelente. É incrível como um dublador consegue nos fazer rir no modo de falar; e a Pixar é capaz de nos emocionar com as expressões escandalosamente bem feitas e retratadas na face dos personagens. Incrível.
Mas, como eu disse, o filme tem seus contras: a sempre incoveniente mania da Disney de passar uma lição de moral. Isso prejudica o humor a mais que o filme poderia ter, fazendo a história girar num conflito-clichê do garotinho-chato com seu pai, que não aparece nunca. Parece ser defeito pequeno, mas se prejudica a história, ora, o filme é comprometido.
Mas como a mania educadora da Disney não era nada inesperado, o resultado final é bom. Só fiquei com vontade de rir mais. Porém, o que gargalhei foi com piadas inteligentes, e isso me deixa um pouco mais contente. Filme pra "criança" que não emburrece nosso cérebro.

5 comentários:

  1. Ler os comentários do Juliano é quase ter assistido o filme. Muito bom!
    Juliano também lê
    www.descompensando.blogspot.com

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  2. muuuuuuuito bom
    so me deu mais vontade de ver o filme
    parabéns!!

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  3. Que bom saber da sua crítica positiva, pq à primeira vista eu não tinah nenhum interesse em assistir esse filme, agora, ao menos, não o repudio rsrsrs.

    abraços e apareça!

    Fábio.

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  4. Tá precisando atualizar isso aqui, hein? E o outro também!

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  5. Acho bonito o modo como é mostrado que, apesar de um se velho e o outro ser novo, os dois são solitários. A solidão não é um resultado da idade.

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