sexta-feira, 17 de julho de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Nenhum filme do bruxinho (agora nem tão mais "inho" assim) me encantou profundamente. Todos eram divertidinhos, bem bolados, cheios de efeitos, preocupados em serem fiéis às descrições de J.K. Rowling, mas com sérios defeitos, tanto em critérios de filmagens quanto de adaptação.

Até "A Ordem da Fênix", o único que havia me impressionado de verdade foi "O Prisioneiro de Azkaban", talvez até pela mudança de diretor (nos dois primeiros Chris Columbus comandou os filmes e o terceiro foi dirigido pelo mexicano Alfonso Cuáron), mas também pela mudança de tom do filme: de inocente e cheio de novidades, o mundo criado por Rowling começava, de fato, a trazer perigos iminentes ao protagonista.
Chegamos a "O Enigma do Príncipe" e eis que o filme impressiona por vários aspectos. David Yates, o mesmo diretor do mediano "A Ordem da Fênix" acerta no ritmo e no tom desse novo filme da franquia. Mas ainda não está perfeito.

Antes de me antecipar em falar o que achei do filme, vale aqui uma breve sinopse (embora, creio, desnecessária). O mundo real está sendo atacado pelas forças negras do mundo bruxo e a ameaça do vilão Valdemort (que não aparece no presente) cresce a cada dia mais. Enquanto isso, Harry Potter (Daniel Radcliffe) volta à Hogwarts para mais um ano letivo, onde terá aulas particulares com o professor Dumbledore (Michael Gambon). Nelas, Potter tenta encontrar as explicações para as atitudes maléficas do seu arquiinimigo, mergulhando em lembranças que remetem ao passado do vilão. O jovem bruxo está bem perto de começar sua jornada para destruir Valdemort.

Tá, mas e o enigma, e o príncipe do título? Aos curiosos (que não sabem ainda) trata-se de um livro de poções que Harry encontra para cursar as aulas do professor Slughorn (Jim Broadbent, ótimo) e que contém anotações do seu antigo dono, o "Príncipe Mestiço". Apesar do livro explorar um pouco mais que o filme esse mistério do "Príncipe Mestiço", ainda o faz pouco. E o espaço que Yates dá ao enigma no longa é ainda menor. A gente acaba até se esquecendo disso.

Mesmo porque o filme é corrido. O livro é um calhamaço e adaptar razoavelmente bem as centenas de páginas em 153 minutos requer algumas decisões pontuais. E, no fim das contas, a adaptação é bem feita.
O problema é que esse novo episódio da franquia não funciona sozinho. Ele está ali mais como uma ponte entre o filme anterior e os últimos dois, que vão contar a história do último livro. O roteirista Steven Kloves não faz questão de explicar novamente o mundo bruxo, nem de refrescar a mente dos espectadores com os acontecimentos mais recentes. Da mesma forma, assistir esse e ignorar os que estão por vir é como assistir só o começo de um filme e ignorar o seu final, pois "O Enigma" não acaba, deixando as portas abertas para os episódios finais.

Embora ainda não tenha me impressionado, Yates tem tudo para fazer um ótimo fecho na série de maior sucesso da história de Hollywood. O começo dessa reta final ele já começou fazendo bem feito. Resta saber se ele vai conduzir esse drama/aventura com a maestria necessária para tornar Harry Potter uma octologia surpreendente, encantadora e digna de admiração.

3 comentários:

  1. Eu não gostei.... mas acho que é pq eu esperva mais... tipo que tudo se esclarecesse logo.. rsrrsrss

    Bjoo0=)

    ResponderExcluir
  2. Steve Kloves deveria morrer, mas eu gostei do filme. Mais do que eu esperava.

    ResponderExcluir
  3. Você quase não fala de uma das melhores coisas do filme: a direção de fotografia de Bruno Delbonnel, que dá dinamicidade pelo uso de bons truques de enquadramento e escolha de ângulos, além do uso de uma paleta em tons mais escuros que contribui muito pra dar a atmosfera de tensão. Acho que este e o prisioneiro de askaban foram os mais artísticos da série.

    ResponderExcluir

Qual sua opinião sobre este filme? E sobre esta crítica? Comente! Deixe a sua opinião! Participe!