domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Troca

Angelina Jolie me surpreende a cada novo filme que vejo com ela. Estava eu lendo as críticas de vários lugares sobre "A Troca" (Changeling, EUA, 2008) e me encho de emoção ao lembrar das cenas do longa.
No novo filme do diretor Clint Eastewood, Christine Collins (Angelina Jolie) é uma mãe que, ao sair para trabalhar num sábado, em Los Angeles, tem seu filho sequestrado. A polícia, depois de acionada, leva até a sra. Collins um menino que ela diz não ser seu filho e, a partir daí, começa uma luta incansável da mãe em busca do filho desaparecido e de justiça.
Algumas coisas chamam a atenção nesse filme. Umas que eu já tinha lido e reparei ao assisti-lo, outras que constatei durante a projeção. Eastewood conduz a trama como se fosse, de fato, um filme antigo. A trilha propriamente dita e o seu som quebrado na troca de cenas garantem esse ar de época e nos fazem mergulhar na história: isso é o que eu tinha lido. Ademais, o figurino é impecável e a sra. Collins - que nunca perde os modos de dama, mesmo nos momentos mais difíceis. Ela até tenta limpar as lágrimas ou não dizer algum palavrão para o médico do sanatório, mas a sua natureza continua de dama.
O que mais me chama a atenção num filme é sua capacidade de surpreender. Não gosto de filmes previsíveis. E esse, de fato, não é. São algumas histórias entrelaçadas que, a certo ponto, se não estiver prestando bem atenção, você pensa que trocou de filme no meio da exibição. Mas não é nada tão brusco: logo começam os encaixes e a tensão aumenta.
O filme faz uma crítica dura à polícia da época de L.A, que tenta a todo custo abafar o pedido suplicante da mãe que tem seu filho perdido. Com isso, o filme se destaca em seu drama. Não pude deixar de lembrar do brasileiro "Olga", mas percebi, mesmo tendo gostado do nacional, que a carga dramática de "A Troca" é muito mais elegante: um lamentável fato (o filme é baseado em uma história real) da história de Los Angeles sem emoções baratas, mas de reflexão.


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